Afinal, O Que É Autoestima?

Descubra o que é autoestima, como ela influencia seus relacionamentos, escolhas e bem-estar, e aprenda a reconhecer os pilares do valor próprio, autorrespeito, autoconfiança e autoaceitação.

AUTOESTIMA

Ilvia Hortz

9/18/20264 min ler

Afinal, O Que É Autoestima?

Durante muito tempo eu acreditava que autoestima tinha relação apenas com aparência física. Pensava que uma pessoa com autoestima elevada era aquela que se achava bonita, se vestia bem e demonstrava confiança.

Hoje entendo que autoestima vai muito além disso.

Autoestima é a forma como você percebe, valoriza e trata a si mesma.

Ela é construída pelos pensamentos, sentimentos e crenças que você desenvolve sobre o seu próprio valor ao longo da vida.

E, na minha visão, a autoestima está sustentada em quatro pilares fundamentais:

  • Valor próprio

  • Autorrespeito

  • Autoconfiança

  • Autoaceitação

Quando algum desses pilares está enfraquecido, nossa relação conosco também se enfraquece.

Valor Próprio e Autorrespeito

Se eu pudesse fazer apenas uma pergunta para você hoje, seria esta:

Qual nota você daria para si mesma?

E mais importante:

Quais seriam os critérios dessa nota?

Você conseguiria listar suas qualidades?

Conseguiria reconhecer algo que faz muito bem sem precisar que outra pessoa valide?

Durante muito tempo eu tive dificuldade com isso.

Hoje entendo que valor próprio não é acreditar que somos melhores que alguém.

É reconhecer que possuímos valor simplesmente porque existimos.

O autorrespeito nasce quando começamos a agir de acordo com esse entendimento.

Por exemplo:

Eu respeito meu corpo e, por isso, procuro me exercitar e cuidar da minha alimentação.

Eu me respeito quando permito descansar.

Eu me respeito quando reconheço meus limites.

Eu me respeito quando erro.

Sim, quando erro também.

Porque hoje tento me tratar com a mesma gentileza que ofereço às pessoas que amo.

Quando estou aprendendo algo novo e não consigo acertar de primeira, procuro ter paciência comigo mesma.

Quando tomo uma decisão da qual me arrependo, em vez de me condenar, procuro entender o que posso aprender com aquela experiência.

Talvez o verdadeiro autorrespeito comece exatamente aí.

Como disse Melanie Klein:

"Um bom relacionamento consigo mesmo é a base para a capacidade de amar os outros."

E Sigmund Freud também deixou uma reflexão que considero valiosa:

"Olhe para dentro, para as suas profundezas. Aprenda primeiro a se conhecer."

Porque quanto mais nos conhecemos, mais conseguimos nos respeitar.

Autoconfiança

Autoconfiança é a crença que temos na nossa capacidade de lidar com situações, desafios e problemas.

Ela não nasce pronta.

Ela é construída.

Muitas vezes acreditamos que pessoas confiantes nunca tiveram medo.

Mas a verdade é justamente o contrário.

Elas sentiram medo e continuaram caminhando.

No meu papel como mãe, profissional e mulher, tive inúmeras oportunidades de provar para mim mesma que sou capaz de aprender e superar desafios.

Hoje, mesmo quando não domino um assunto, sei que posso estudar, fazer cursos, buscar orientação e evoluir.

A autoconfiança cresce quando acumulamos pequenas vitórias.

E, olhando para trás, percebo quantas conquistas eu ignorava:

  • Superei a síndrome do pânico e um medo enorme de ficar sozinha.

  • Passei por processos terapêuticos que me ajudaram a reconstruir minha vida.

  • Realizei um jejum espiritual de quatro meses que marcou profundamente minha caminhada.

  • Venci o medo de falar em público, algo que durante muitos anos parecia impossível para mim.

Na época, essas vitórias pareciam pequenas.

Hoje percebo que elas foram fundamentais para construir a mulher que estou me tornando.

E você?

Quais desafios já superou que talvez tenha esquecido de reconhecer?

Autoaceitação

Talvez este seja o ponto mais difícil para a maioria das pessoas.

Porque não fomos ensinadas a fazer isso.

Por isso quero deixar uma pergunta para você refletir:

Você se trata como trataria alguém que ama?

Pare por alguns segundos e pense na resposta.

Muitas vezes somos compreensivas com os outros e extremamente duras conosco.

Nos perdoamos pouco.

Nos cobramos muito.

Nos julgamos o tempo todo.

Foi principalmente durante os momentos difíceis da minha vida que percebi o quanto eu não me aceitava.

Quando um relacionamento termina, quando surgem conflitos, quando nos sentimos perdidas, somos obrigadas a olhar para dentro.

E foi nesse processo que comecei a enxergar algumas crenças que direcionavam minha vida sem que eu percebesse:

  • Não mereço respeito.

  • Não preciso de afeto.

  • Preciso suportar tudo porque a vida é assim mesmo.

  • Não posso ter coisas boas porque não tenho valor suficiente.

Hoje percebo o quanto essas crenças eram injustas comigo.

Mas, durante muito tempo, elas pareciam verdades absolutas.

A baixa autoestima faz exatamente isso.

Ela nos convence de que merecemos menos.

E quando acreditamos nisso, passamos a aceitar situações que jamais aceitaríamos se reconhecêssemos nosso verdadeiro valor.

Quem Define o Seu Valor?

Percebe como muitas mulheres que passaram por relacionamentos tóxicos, conflitos familiares, amizades abusivas ou ambientes profissionais desrespeitosos acabam aceitando comportamentos que as machucam?

Muitas vezes isso acontece porque nunca aprendemos a desenvolver autoaceitação.

Esperamos que outras pessoas nos mostrem nosso valor.

Esperamos reconhecimento.

Esperamos aprovação.

Esperamos validação.

Mas existe uma verdade difícil e libertadora ao mesmo tempo:

Ninguém conseguirá nos convencer do nosso valor se nós mesmas não acreditarmos nele.

A autoestima não começa quando alguém nos elogia.

A autoestima começa quando decidimos enxergar a nós mesmas com mais respeito, mais compaixão e mais verdade.

Por isso quero encerrar este artigo com uma pergunta simples:

Você se trata como trataria alguém que ama?
Sobre a Autora

Ilvia Hortz é fundadora do Uma Mulher Real, um espaço criado para compartilhar reflexões, aprendizados e experiências sobre autoestima, autoconhecimento, bem-estar e os desafios das mulheres 40+. Como mulher, mãe e apaixonada pelo universo do desenvolvimento emocional, acredita que cada fase da vida traz novas oportunidades de crescimento e transformação. Por meio de seus conteúdos, busca acolher, inspirar e incentivar outras mulheres a se reconectarem com sua essência, fortalecerem sua autoestima e viverem de forma mais autêntica e consciente.